O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 19/07/2020

No documentário “A história das coisas”, é notório uma relevante crítica ao processo de gestão dos resíduos produzidos hodiernamente pelas indústrias. Esse cenário, torna-se presente no atual espectro social brasileiro, isso deve-se ao despreparo estatal de como líder com o lixo. Nesse contexto, a ausência de políticas públicas, atrelada a crescente expansão do capitalismo tende a caotizar ainda mais essa situação. Logo, essa irresponsabilidade propende a ocasionar danos ao próprio indivíduo e, também, ao meio ambiente e, com isso, demonstra a fragilidade da relação homem e natureza.

É pertinente abordar, a priori, que a Revolução Industrial e, posteriormente, o processo de globalização foram responsáveis para uma maior flexibilização do acesso aos produtos. Entretanto, isso também significa uma maior expansão de valores consumistas como o “American way of live”, que impõe a falsa ideia do consumo desenfreado com um estilo de vida que proporciona a felicidade e, assim, contribui para uma maior produção de lixo por parte das pessoas. Ademais, esse fator agrava-se ainda mais perante a incapacidade do Governo em promover meios adequados para gerir esses resíduos produzidos e, com isso, demonstra a exiguidade de planejamento socioambiental, exemplo disso é a existência de lixos a céu aberto. Dessa forma, ratifica a despretensão estatal e industrial em solucionar esse problema e, com isso, ocorre somente a objetificação do lucro.

Por conseguinte, é visível que essa irracionalidade social oferece inúmeros danos para natureza, bem como para o ser humano. Uma vez que, o descarte inadequado do lixo, além de causar a deterioração de florestas, a contaminação das águas e do solo, também ameaça a sobrevivência dos animais e a própria existência humana, haja visto que os mesmos necessitam desses recursos naturais para cumprir suas necessidades. Perante essas circunstâncias, denota-se a necessidade de adoção de medidas para solucionar esse paradigma, pois segundo estudo realizado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWE), o Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico e, assim, constata-se a falta de engajamento social e governamental em viabilizar medidas salutares.

Depreende-se, portanto, que a inaptidão da sociedade, aliada a inoperância do Governo tende a problematizar ainda mais esse quadro. Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente, deve promover maiores verbas, com intuito de viabilizar uma rigorosa fiscalização mediante as atividades industriais, tudo isso, na perspectiva de controlar a gestão dos resíduos, como tamém disponibilizar projetos que respaldem numa linha de produção cíclica e, assim, amenizar esse problema. Outrossim, o Governo, em parceria com a Mídia, procure desenvolver campanhas que saliente um consumo consciente por parte da população, usando a politica dos 5Rs como parâmetro e, destarte, erradicar esse empecilho.