O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 19/07/2020
A Constituição Brasileira, de 1988, menciona como direito social o meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, no panorama atual, o consumo alienado da sociedade tem colaborado para a produção exacerbada de lixo e, posteriormente, provocado o desequilíbrio da natureza. Sob essa ótica, à construção da reflexão crítica social sobre essa problemática colabora para mitigar essa discrepância.
Em primeiro lugar, a postura social consumista surgiu mais forte a partir da Revolução Industrial no século XVIII, haja vista que os processos de produção e, consequentemente, consumo ganhou elevada abrangência. Nesse contexto, a sociedade, cada vez mais, tem incorporado o consumo destituído de reflexão crítica, ou seja, comprado e descartado os produtos de forma indiscriminativa. Desse modo, é indiscutível que a adoção desse comportamento social favorece para a produção exacerbada de lixo.
Em segundo lugar, de acordo com o pensamento do filósofo brasileiro, Paulo Freire, a formação da reflexão crítica contribui para o sujeito entender a realidade ao qual está inserida e se necessário agir para mudá-la. Acerca disso, a educação é um meio pertinente para fomentar a construção de indivíduos possuidores da emancipação do pensamento crítico. Dessa forma, como consequência da aquisição da reflexão, o cidadão enxerga a alienação do consumismo e luta para transformar esse comportamento.
Infere-se, portanto, o malefício do consumismo tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente. Por isso, o Ministério da Educação, em parceria com a escola, por meio de feiras de ciências, deve organizar grupos de alunos, com o objetivo de estimulá-los a produzir projetos que visem amenizar a produção de lixo e a reutilização de materiais que seriam descartados, a fim de serem apresentados aos outros estudantes e a comunidade local. Espera-se, com isso, construir a reflexão crítica dos indivíduos sobre o problema do consumo indiscriminado e o aumento de lixo.