O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/07/2020
Os garis foram protagonistas de uma greve em 2014, e tinham por objetivo o reconhecimento da sua profissão perante o Estado. Todavia, esse movimento se direciona a questões sociais e de saúde pública sobre o acúmulo de lixo na zona urbana, malefícios coletivos e sua disposição final. Consequentemente, se não tratado corretamente o lixo se torna deposito de vetores, poluente ao meio ambiente e reflexo da desigualdade.
Primeiramente, o aumento da tecnologia é uma das causas do aumento da geração de resíduo na sociedade, esse desenvolvimento gera uma quantidade excessiva de lixo que resulta na contaminação dos solos e rios, além de causarem enchentes se não coletados e separados na sua forma correta. A poluição devido ao excesso de lixo reflete por exemplo no estado de São Paulo que anualmente sofre com enchentes severas que causam a morte de várias pessoas e destruição de seus bens.
Sobretudo, o aumento do resíduo é um reflexo da desigualdade social sofrida no Brasil. Embora, existam diversas empresas que prestam serviços para a população no recolhimento e descarte do lixo, é comum que catadores se misturem com moscas e urubus em busca de comida. Essa prática resulta no contato direto com vetores que posteriormente chegará a zona urbana podendo causar a contaminação em massa. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Avançada, mais de 400 mil pessoas vivem como catadores no país, entre eles negros de baixa escolaridade.
Em suma, é necessário a ampliação de modelos sustentáveis e econômicos para diminuir o acúmulo de resíduos a céu aberto em regiões urbanas por meio da iniciativa do Estado e empresas privadas, para a manutenção da coleta seletiva, campanhas sobre a importância dos aterros sanitários e a contrução de lares e meios de subsistência para os catadores de lixo. Só assim, estimulando a população a mudanças de hábitos será possivel um ambiente saudável e sustentável.