O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 21/07/2020
O filme da Disney Wall-E aborda as consequências do acúmulo de lixo e do consumo exacerbado como fatores imperiosos para desastres ecológicos. Não longe da ficção, a globalização - aliada ao crescimento demográfico - contribui para o aumento do consumo. Este, juntamente com as estruturas sanitárias precárias brasileiras, colaboram com a crescente destruição ambiental.
Inicialmente, a globalização facilitou avanços comerciais, tendo em vista que possibilitou - por meio da tecnologia - que mais pessoas acessem novos produtos do mercado. De acordo com o pensamento de Zygmunt Bauman, o crescente desenvolvimento tecnológico, aliado ao incentivo ao consumo desenfreado, resulta em uma sociedade que anseia constantemente por produtos novos. Nessa arquitetura, é interessante ressaltar o fenômeno da obsolescência programada, estratégia utilizada pelas indústrias a fim de aumentar o consumo, tornando os produtos obsoletos mais cedo.
Destarte, essa problemática se agrava em razão das precárias estruturas sanitárias brasileiras. Temos em vista o fracasso da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que previa o fechamento de lixões até 2014. Com isso, não há destino de lixo adequado, consequentemente gerando contaminação de lençóis freáticos, além de aumentar a emissão de gases tóxicos. Ademais, pessoas inconscientes tendem a persistir em um consumo irresponsável e descarte inadequado. Estes contribuem com desastres ecológicos de longo prazo, prejudicando a fauna e flora terrestre.
Portanto, cabe aos governos municipais providenciarem descarte adequando do lixo à população. Este pode ocorrer por meio da instauração da coleta seletiva, a fim de incentivar a reciclagem. Compete à mídia, por meio de seu grande alcance, alertar os possíveis impactos que o consumo exacerbado pode causar, a fim de conscientizar a sociedade. Assim, o possível futuro previsto em Wall-E pode ser freado.