O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 21/07/2020

No filme “Wall-E” narra a história de um futuro onde a terra está poluída e soterrada de lixo e a humanidade é obrigada a sair e a habitar em uma nave.Fora da ficção,evidencia-se o reflexo do consumismo desenfreado contribuindo diretamente com acúmulo de lixo,assemelhando-se ao contexto de tal lamentável distopia.Diante disso,é preciso admitir que a neutralização da sociedade,bem como a negligência governamental devam ser analisados a fim de que se possa superar este fenômeno.                  Em primeira analise, na Revolução Industrial houve o aumento da escala de produção e incrementou o volume de mercadorias em circulação.Da mesma forma, atualmente a grande oferta de produtos de diferentes formas,cores e modelos trouxe a necessidade de consumo atravessando as fronteiras entre o necessário e o supérfluo.Ademais,a busca por suprir necessidades emocionais e psicológicas,como a compensação afetiva,leva números indivíduos todos os dias aos shopping centers em busca de roupas,eletrônicos e produtos de beleza,por exemplo.Por consequência dessa atitude impulsiva, na tentativa de eliminar as dívidas, assume uma sobrecarga de trabalho, reiniciando o ciclo de consumo alienado.Logo,é substancial a alteração desse quadro que impossibilita a escolha inerente ao homem.

Além disso,segundo a Constituição Federal de 1988, cabe ao Poder Público e a coletividade defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.Porém,há desestímulos governamentais vindo em forma de impostos cobrado às cooperativas de catadores,um dos principais mediadores da reciclagem que transforma o lixo em matéria-prima, causando insatisfação aos cidadãos.Consequentemente,o aumento do descarte inadequado de produtos resultado da obsolescência programada.

É inegável, portanto, a importância do consumo consciente. Uma forma amenizar esse impasse é através dos investimentos por parte do Ministério do Meio Ambiente na promoção de palestras abertas ao público, a fim de ressaltar a relevância da aquisição consciente à população em geral. Isso se daria na forma de incentivo aos profissionais e aos estudantes da área ambiental que decidirem palestrar nas localidades.Outra forma de mitigar o imbróglio seria o setor privado auxiliar nas propagandas por meio de redes sociais, de forma simples aos espectadores,incentivando a reciclagem e a separação do lixo esclarecendo os benefícios aos envolvidos. Somente com essas e outras medidas, o Brasil distanciar-se-á da distopia de Wall-E.