O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/07/2020

Com o cenário das revoluções industriais, que trouxeram inovações na empresas, tornando-as mais velozes a partir de processos de padronização e de linha de montagem, havia, do outro lado, algo que crescia imensuravelmente acompanhando esse processo: o consumismo. É válido salientar que a partir desse modelo de consumo eclodido no século XVIII, e que permanece até os dias atuas, nos deparamos com um agravante que preocupa a perspectiva brasileira: a má gestão dos resíduos e os impactos negativos gerados ao meio ambiente.

Em primeiro lugar, podemos analisar que o alto poder de consumo atrelado à escassas políticas públicas de urbanização e infraestrutura faz com que o número de lixo que vem sido descartado indevidamente cresça. Prova disso é que 97% de todo o resto não utilizado é encaminhado a lixões e aterros sanitários à céu aberto, onde o acumulo gera o gás metano e o chorume, responsáveis pelo aquecimento global e por contaminações de lençóis freáticos.

Não obstante, no documentário ‘‘Oceanos de plástico’’, o autor descobre e relata como os oceanos do planeta estão repletos de plásticos e de micro partículas dele. Este fator faz com que ilhas de sujeira se formem em alto mar, provoca desequilíbrio ambiental e representa enorme ameaça à espécies aquáticas - que por muitas vezes possuem suas vias obstruídas por objetos, sendo o caso, por exemplo, de tartarugas marinhas que canudos descartáveis comumente atravessam suas vias respiratórias.

Em vista dos argumentos apresentados, torna-se, portanto, evidente que medidas devem ser tomadas a fim de solucionar este impasse. A Câmara dos deputados deve ao Senado um projeto de lei que torne obrigatório aos municípios que ofereçam e fiscalizem, em todos os bairros, a devida separação do lixo para que o caminhão da coleta seletiva passe tres vezes na semana. Sendo assim, possível reciclar, reutilizar e por fim reduzir o excesso de resíduos bem como suas consequências.