O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 31/07/2020
O diálogo do intelectual Fedro, citado por Platão em “O Banquete”, defende que o amor é um sentimento que desperta o que há de melhor no ser humanos: as virtudes. Entretanto, o consumismo e a falta de aproveitamento de materiais condicionam o aumento do lixo. Não obstante, a falta de responsabilidade social aumenta os impactos ambientais e rompe o amor entre a natureza.
Primeiramente, vale ressaltar que o consumismo expande a quantidade de resíduos, com a produção descontrolada de produtos, que se tornam obsoletos em um curto período de tempo, como, por exemplo, os celulares. Por conseguinte, a IDC, International Data Corporation, registrou que 48,6 milhões de aparelhos celulares foram comprados, no ano de 2019, com um aumento de 3,3%, relacionado ao ano de 2018, isso demonstra que o consumismo habitua a sociedade com a tecnologia não renovável e, por isso, é prejudicial ao meio ambiente.
Nesse contexto, vale ressaltar que, de acordo com o Instituto Gea, São Paulo coleta 14 milhões de quilos de lixo diários, ou seja, os produtos são facilmente descartados. Por esse motivo, é visível que o reaproveitamento de produtos é ignorado pela sociedade em troca de comodidades tecnológicas. Dessa forma, é necessário que a população alcance o “fim último”, uma teoria aristotélica, que afirma que para a sociedade alcançar a felicidade é necessário praticar o bem em comum, ou seja, fazer o uso consciente de produtos e não acumular lixo.
A virtude mencionada por Fedro, portanto, deve ser efetivada pela sociedade. Desse modo, a população deveria advertir o quanto o consumismo é prejudicial para o meio ambiente por meio de discussões, nas mídias sociais, para orientar toda a sociedade. Essa iniciativa, poderia ter o auxílio do Estado, em que seria promovido um maior alcance da causa através de novas propagandas que incentivariam o reaproveitamento de materiais. Logo, essa ação teria a finalidade encorajar a sociedade praticar o descarte consciente.