O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/08/2020

O documentário “Lixo Extraordinário”, que se passa no município de Duque de Caxias no estado do Rio de Janeiro, relata o cotidiano de 2500 catadores de entulho no maior lixão da América Latina até o ano de 2012. Assim, evidenciando o destino final dos produtos da atual sociedade do consumo. Nesse sentido, urge a necessidade de combater essa mazela social que aflige a geração presente e ameaça as futuras.

Em primeiro lugar, é importante salientar as causas do surgimento do lixo, como a obsolescência programada e a cultura do consumo. Essa que se originou na década de 1920 e está presente nos dias atuais, é responsável pela sensação de felicidade ao se comprar algo desejado, causando no indivíduo a sensação de satisfação pessoal e gerando um dos vícios mais comuns da atualidade, o da compra. Já aquela é a forma encontrada pelos produtores, de bens não duráveis, de manter e aumentar os lucros, ao vender uma mercadoria com pré-disposição a se tornar obsoleta ou parar de funcionar após um período específico de uso, dessa forma, contribuindo para o surgimento de lixo.

Por conseguinte, é possível notar as consequências desse consumo demasiado. Como a contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas, poluição atmosférica e a proliferação de doenças nos lixões desprovidos de estruturas ideais, como o de Duque de Caxias. Além disso, a super exploração dos recursos naturais pode levar ao esgotamento do mesmo, segundo uma pesquisa do site Pensamento Verde, alerta que o depauperamento das fontes primárias lavará a extinção em massa, na qual 75% das espécies do planeta deixarão de existir.

Torna-se imperativo, portanto, que medidas devem ser tomadas para que o lixo deixe de fazer parte da sociedade brasileira. Para solucionar esse entrave não se deve praticar apenas a reciclagem, pois nem tudo pode ser reciclado. É preciso que as empresas produzam de forma consciente em um “ciclo fechado”, originando produtos que possam ser totalmente reutilizados. Ademais, as mídias devem conscientizar a população para o consumo consciente de forma apelativa. É preciso que a população faça seu papel, pois como afirmou Nelson Mandela, “A prioridade é sermos honestos conosco. Nunca poderemos ter um impacto na sociedade se não nos mudarmos primeiro”.