O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 04/08/2020

Ao longo dos séculos, o homem assumiu pensamentos e ações condizentes com o seu período e sociedade, isto é, vivemos em uma constante mudança. Filósofos e sociólogos buscavam estudar essa metamorfose social, relacionando a política, economia, religião e meio ambiente.

Karl Marx foi um desses pensadores, que, fez uma crítica a revolução industrial, e de como o sistema de produção em massa deteriorava a vida do indivíduo, em questão de saúde e humanidade, uma vez que as industrias causavam poluição em uma enorme escala e dispunham de precárias condições de trabalho. A evolução desse processo acentuou o capitalismo, que a partir desse momento, regeria uma nova geração consumista e inconsciente desta ação. O consumo em excesso, é levado a uma alarmante situação de dependência do produto, onde é visto como um sinônimo de felicidade, que a curto prazo precisa ser renovado para que possa preencher a lacuna de prazer e satisfação no convivio social.

Essa prática trás uma estarrecedora realidade. Além da agravante psicossocial do cidadão, ela impera na produção de lixo, desde a matéria-prima até o produto final, onde após o consumo, é descartado inadequadamente, agredindo o meio ambiente e uma parcela da população. Pode ser citado como exemplo as recorrentes enchentes em períodos de chuva, esse fato é retratado no filme “Parasita” - 2019, onde uma família de classe média baixa, sofre com a irreparável perda de sua casa e seus pertences após o alagamento causado por esse fator. O filme tem como objetivo, fazer uma crítica social de como esse recorte de indivíduos marginalizados, é atingido por falta de consciência ambiental, e um consumo desenfreado da maior parte da população.

Portanto, para minimizar as ações ocasionadas por esse modo de vida da contemporaneidade, é necessaŕio a instituição de campanhas em empresas, escolas e hospitais, por parte do ministério do meio ambiente, intervindo para um consumo e descarte mais consciente.