O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 03/08/2020

A Revolução Técnico-Científico-Industrial possibilitou diversas inovações na economia, educação e várias outras áreas. No entanto, infelizmente, tais inovações podem ser prejudiciais para o meio ambiente, uma vez que essa revolução incentiva cada vez mais a sociedade de consumo no Brasil, o que acaba gerando mais lixo a cada produto consumido. Visto que esse lixo pode causar poluição e prejuízo à fauna marinha, é um problema que precisa ser solucionado.

De início, tem-se a ideia de que a sociedade é altamente concientizada sobre as consequências da poluição causada pelo descarte do lixo em locais errados. Entretanto, tal conscientização não é observada na prática, uma vez que altas quantidades de embalagens plásticas, papéis e latinhas de metal são vistas e coletadas diariamente nas ruas. Desse modo, é possível relacionar o pensamento do filósofo Thommas Hobbes, “O homem é lobo do homem” ao descarte inadequado de de sujeira, já que a população sabe os efeitos de tal ato e continua praticando-o.

Além disso, é necessário destacar que o incentivo do consumo de alimentos em praias pode ser uma ameaça para os animais marinhos, visto que pode ocasionar o descarte das embalagens de produtos alimentícios nos mares, poluindo o habitat natural dos animais que ali se encontram e, muitas vezes, machucando-os, podendo levá-los à morte. Dessa maneira, é possível citar a animação “Wall-E”, que aborda sobre os prejuízos ambientais irreversíveis causados pela poluição ambiental, que acaba por prejudicar todo o ecossistema.

Portanto, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de parcerias com as Secretarias do Meio Ambiente de cada município promova fiscalizações em locais públicos, como praias, parques e ruas, e imponha punições aos cidadãos que descartam lixo fora das lixeiras, fazendo com que o indíce de poluição diminua. Dessa forma, os danos ambientais do descarte inadequado de lixo estarão cada vez menos presentes na sociedade brasileira.