O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 05/08/2020
Convergência entre descarte e sustento.
A telenovela brasileira “Avenida Brasil”, veiculada dentro de um lixão, expõe a realidade de milhões de pessoas, que por meio deste ganham a sobrevivência. Saindo das telas, o Brasil hodiernamente, é o maior produtor de resíduos da América Latina, e o sétimo do mundo. Isso se deve, não somente pela cultura do desperdício, como também pelo consumismo em massa. Por conseguinte, há a contaminação dos mananciais e do solo, além de transmitir doenças.
Por volta da década de 30, o New Deal, plano estadunidense com o intuito de fortalecer a economia, instalou o poder de consumo, aflorando uma sociedade totalmente descontrolada. Não obstante, o consumismo e a obsolescência programada, frutos do capitalismo, agravam este acervo, fornecendo desprezo e negligenciando os catadores de lixo Além disso, o desperdício de orgânicos e inorgânicos revela problemas que não se limitam apenas ao acúmulo de lixo, mas também à fome, e à falta de água. Ademais, a poluição dos recursos hídricos e do solo, favorecem obstáculos na agricultura e outros setores socioeconômicos. Com a falta de infraestrutura e de fiscalização na Política Nacional de Resíduos, lixões a céu aberto são vetores patológicos, além de prejudicarem as plantações vizinhas e depravarem o meio ambiente. Não esquecendo da forte influência da contaminação nas enchentes e alagamentos.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente promover coletas seletivas eficazes e fiscalizadas, além de colocar em funcionamento a Política Nacional de Resíduos, com objetivo de fechar os lixões, melhorar a qualidade de vida dos catadores, e aperfeiçoar este cenário, torná-lo uma fonte de renda mais adequada. Espera-se assim, acabar com o lixo nas avenidas do Brasil.