O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 08/08/2020

Na animação “Wall-E” é retratada um mundo futurístico, em que todos vivem no espaço, pois a Terra tinha se tornado inabitável devido a imensa quantidade de lixo acumulado. Fora da ficção, nos dias atuais, é notável que muitos brasileiros têm negligenciado os impactos do consumismo, além do Estado se mostrar ineficaz em cumprir seus deveres, o que, infelizmente, tem impulsionado o Brasil para o cenário catastrófico do filme.

Em primeira análise, os indivíduos estão consumindo cada vez mais para tentar suprir suas necessidades artificiais. Análogo a isso, o sociólogo Bauman afirma que vivemos para satisfazer nossos prazeres imediatos, em que o hedonismo e o imediatismo predominam sobre a preocupação com o futuro. Nessa perspectiva, a falsa sensação de felicidade é alimentada sempre que um novo produto é adquirido e os antigos, os quais perdem suas funcionalidades, são muitas vezes descartados de maneira inadequada. Dessa forma, toneladas de resíduos vão sendo acumulados, impactando o meio ambiente e a vida de toda a população brasileira.

Em segunda análise, é notável que o Governo não tem cumprido eficientemente com a legislação. Apesar de a Constituição Federal, em seu artigo 225, afirmar que garante a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o portal de notícias “G1” divulgou que nos últimos trinta anos a geração de lixo nas cidades aumentou três vezes mais que a população urbana. Dentro desse contexto, a falta de políticas públicas que visem a redução de resíduos é um fator preocupante, visto que o lixo, quando não tratado, elimina substâncias tóxicas, as quais contaminam o solo, a água e, consequentemente, as pessoas.

Destarte, com a obsevação dos aspectos analisados, é fulcral que as ONG’s ambientais - como órgão que visa a preservação do meio ambiente - elaborem campanhas, por meio de passeatas e divulgação de pontagens nas mídias sociais a respeito dos impactos que o acúmulo de lixo gera, a fim de estimular o consumo consciente e auxiliar no descarte dos resíduos. Ademais, o Estado deve executar, eficazmente, o que diz a lei, contribuindo com a redução do lixo nas cidades de todo o Brasil. A partir dessas ações, o impacto nocivo dessa problemática será atenuado e “Wall-E”, uma mera ficção.