O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 13/08/2020
Desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao refletir a respeito da questão do lixo na sociedade brasileira, no século XXI, a problemática ocorre em virtude de dois fenômenos: do acúmulo de produtos gerados, acompanhado pela ineficácia das políticas públicas. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber o impacto das Revoluções Industriais nas relações de produção e consumo. Diante disso, percebe-se que o incentivo a propaganda gerou uma necessidade de consumo. Identifica-se a obsolescência psicológica, a qual leva o indivíduo a descartar um produto mesmo em estado bom, pela ideia de estar tecnologicamente ultrapassado. Em vista disso, faz com que a produção do lixo aumente consideravelmente. Em suma, tal como a teoria de Fetichismo, de Karl Marx, diz que cada novo lançamento é carregado de um feitiço, deixando os usuários entorpecidos.
Desse modo, não apenas o impacto do consumismo no ambiente, como também a falta de políticas públicas eficazes para a resolução desse impasse. À vista disso, nota-se, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 73% do lixo vai para os aterros sanitários sem fiscalização do Estado, e destes, apenas 2% é destinado para a reciclagem. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se o aumento de doenças, poluição da água e solos tornam-se mais intensivos. Logo, coloca-se em risco a saúde da população e do meio ambiente, excedendo a capacidade da natureza se recuperar.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente em conjunto com a Mídia, fiscalize com rigor as indústrias e a população acerca do descarte correto dos materiais através de fiscais, de modo que instruir a população a reutilizar, reduzir e reciclar cada vez mais, com o objetivo de diminuir os impactos ambientais causados pelo descarte incorreto, assim como a saúde da população. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, a educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam a reciclagem e o descarte correto de tais produtos, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.