O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/08/2020
O filósofo, Platão dizia: o importante não é viver, mas viver bem. O senso comum formado pelas sociedades que vivem no capitalismo, efetivamente concorda com esse pensamento de Platão, uma vez que, essa reflexão se reflete nos dias atuais. De maneira que com influência do sistema capitalista e da mídia, as pessoas passam a consumir bens materiais de maneira exagerada, seja para ostentar ou satisfazer a necessidade de conforto.
É importante salientar a estrutura capitalista-consumista como impulsionadora do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, o problema não é consumir e sim desejar consumir insaciavelmente. O problema do lixo está intimamente relacionado à questão da educação, onde princípios básicos de reciclagem, reutilização de bens e redução do consumo não são adequadamente realizados pela sociedade. Esta circunstância é reflexo das falhas da educação no Brasil que, apesar de ser a nona economia no mundo, não consegue formar cidadãos preocupados com o ambiente onde vivem.
Além disso, é de grande valia ressaltar que muitos municípios não dispõe uma coleta seletiva, por um outro lado os brasileiros tem consumido com mais frequência gerando mais resíduos, logo, com o crescimento populacional mais lixo é gerando. Com isso, os aterros sanitários ficam sobrecarregados e não conseguem dar conta de tanta demanda. Tão somente, o lixo produz um líquido chamado chorume, que quando chega no solo atinge o lençol freático, contaminando a água e colocando a vida da sociedade a merce dessa contaminação.
Em virtude dos fatos mencionados é imprescindível que a gestão educacional ofereça palestras educativas nas escolas no intuito de demonstrar a importância da coleta seletiva para o meio ambiente. E cabe ao governo liberar normas para os prefeitos de cada município implantar a coleta seletiva nos bairros a fim de melhorar os aterros sanitários.