O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Desde o século XVIII com a primeira revolução industrial, os meios de produção usuais foram substituídos pelas máquinas o que proporcionou resultados em larga escala. Entretanto, o avanço e desenvolvimento capitalista acarreta no aumento do consumo e consequentemente na produção exacerbada de lixo. Isso evidencia uma problemática a ser solucionada, tendo em vista que o consumismo e o descarte incorreto do lixo podem causar consequências ambientais irreparáveis.
Sabe-se que obsolescência programada é uma estratégia para forçar a compra de novos produtos. Paralelo a isso analisa-se que, segundo dados do ICC (Indicador de Consumo Consciente) em 2018 apenas 31% dos brasileiros consumidores são conscientes. Com isso é inegável a necessidade de intervenção, tendo em vista que o consumismo, aliado a obsolescência programada contribuem para o aumento do lixo e do descarte de maneira incorreta.
Nicolau Maquiavel disse que: “a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela”. A partir disso observa-se que de acordo com a ANA (Agência Nacional de Águas) o Brasil teve 83.450 quilômetros de rios poluídos no ano de 2019, o que comprova a fala de Maquiavel, pois o destino indevido de resíduos contribui para a formação de enchentes, formação de ilhas de lixo (prejuízos à fauna e flora) além de facilitar a proliferação de doenças.
Dessa forma, entende-se que para solucionar o impasse do lixo e da sociedade de consumo é indispensável ao Poder Público e o Ministério do Meio Ambiente propor maior fiscalização, leis e multas ambientais mais rígidas, a fim de diminuir o descaso com o meio ambiente. Cabe também ao Poder público juntamente com a mídia investir em campanhas, bem como palestras de profissionais para conscientizar a população da importância de destinar o lixo corretamente e do consumo consciente para reduzir os prejuízos e criar maior mobilização para as questões do meio ambiente.