O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Com a ascensão do capitalismo e da globalização, as empresas fizeram as pessoas acreditarem que o consumismo iria fazê-las mais felizes, suprindo necessidades reprimidas – como questões familiares, profissionais etc. – e, em consequência disso, acabou produzindo cada vez mais lixos, pois as pessoas jogam produtos fora para comprar novos. Entretanto, gerar resíduos em abundância, sem trata-los adequadamente, traz sérios problemas para o meio ambiente. Nesse contexto, no que tange a questão do lixo e a sociedade de consumo, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da busca por prazeres instantâneos e da lacuna na representatividade.
Convém ressaltar, a princípio, que o consumo como forma de satisfazer prazeres é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, as indústrias, ao perceberem que muitas pessoas compram produtos para satisfazer prazeres ou para “tapar lacunas”, criaram a “obsolescência programada” – redução proposital no tempo de duração de um produto – com isso, as pessoas compram produtos novos com mais frequência, pois agora eles quebram com mais facilidade, gerando assim, ainda mais lixo. Em consequência disso, os lixões ficam superlotados e dificulta o tratamento adequado dos resíduos.
Além disso, ressalta-se que a lacuna na representatividade também se configura como um entrave no que tange a questão do lixo e o consumismo. Diante disso, é notório o negligenciando com as questões relacionadas ao tratamento dos lixos, pois em 2020 completa 10 anos da criação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), cujo alguns dos objetivos era reduzir os lixões e implantar mais aterros sanitários, desenvolver políticas que visem incluir e promover o trabalho dos catadores de materiais recicláveis na coleta seletiva dos municípios, e ainda não foi efetivamente cumprido, pois vários municípios ainda coletam os lixos em caminhões e mandam para os lixões sem fazer a segregação do lixo.
Portando, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente crie e divulgue propaganda nas mídias de grande impacto – como Globo, Record e SBT – mostrando os males que o consumismo e o descarte de lixo causam ao meio ambiente. Isso pode ser mostrando os ambientes contaminados e falar sobe como é ruim viver em um mundo poluído, sem recursos hídricos por exemplo. A fim de fazer com que a população se preocupe mais. Ademais, para fazer valer a PNRS, o Ministério do Meio Ambiente também deve cobrar os municípios para incluir associações de catadores de materiais recicláveis na coleta dos matérias, para que seja feita a correta segregação e que possam ser reutilizados, reduzindo assim, os impactos ao meio ambiente.