O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/08/2020

Com a ascensão da Revolução Industrial, o ser humano se deparou com um enorme avanço das tecnologias. Isso afetou diretamente na relação entre o produto e consumidor, a qual se expandiu de forma descomunal e, consequentemente, gerou um crescimento na produção e descarte de resíduos. De forma geral, isso acarretou em problemas que a população vem enfrentando até os dias atuais e, caso mudanças não sejam feitas,  consequências piores podem surgir.

“O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção”. A frase do filósofo Adam Smith demonstra com clareza o sistema capitalista que faz o mundo continuar funcionando nos tempos atuais. A produção de lixo só se amplifica pelo fato do ser humano necessitar continuar consumindo. Sempre que uma nova tecnologia é anunciada, inúmeros indivíduos sentem a necessidade de obtê-lo apenas para se sentirem atualizados, como mostrado nos dados da pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, os quais mostram que, no Brasil, 76% dos 1.090 entrevistados não praticam o consumo consciente.

Em decorrência disso, o avanço da produção de lixo resultou em diversos impactos socioambientais. A exploração dos recursos naturais se intensifica de acordo com a demanda, acarretando em outros problemas, como a larga escala de desmatamento. Ademais, os diferentes tipos de materiais descartados possuem uma degradação lenta, ocasionando a contaminação do solo, água e emitem diferentes gases na atmosfera.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver este problema. O Estado, com o auxílio do Ministério do Meio Ambiente e com as nações internacionais, poderia elaborar novas políticas públicas voltadas para o tratamento do lixo, como no Japão, por exemplo, o qual transforma o lixo em energia. Através disso, seria possível dar um novo destino aos resíduos e, ao mesmo tempo, educar a população sobre este assunto, principalmente as novas gerações. Dessa forma, pode-se construir um Brasil mais sustentável e limpo.