O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Segundo a historiografia, nota-se que após as revoluções industriais e com o surgimento dos principais meios de comunicação, como a TV e o rádio, cresceu-se o número de resíduos sólidos urbanos gerados por pessoa no Brasil. Decerto que tais fatos abrangem consequências como a contaminação e patologias, que, de acordo com pesquisadores, são causados pela cultura do consumismo e pela infraestrutura deficitária.
Primeiramente, cabe ressaltar que a cultura do consumismo surge como um campo que pode ser estudado pela psicanálise de Freud, sendo que as pessoas passam a ter o consumo exacerbado de bens que não os satisfazem, a fim de contentar sua necessidade de consumo irracional. Além disso, tal forma de consumo ocasiona enormes desperdícios, que, por sua vez, causam a contaminação do solo e da água em virtude do descarte irregular e inapropriado do lixo.
Ademais, a má gestão da infraestrutura evidencia-se quando, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a porcentagem de lixo que poderia ser reaproveitado é maior do que a do lixo de fato reciclado. Por outro lado, a crescente substituição de lixões em aterros sanitários é de relevância para melhorar tal situação, já que diminuí os impactos causados ao meio ambiente e os vetores patológicos, que poderiam, por exemplo, adoecer os catadores de recicláveis.
Em virtude dos fatos descritos, é incoerente somente transformar lixões em aterros sanitários, visto que também é de suma importância remodelar a infraestrutura e o modo de consumo brasileiro. Em contrapartida, juntamente com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e de outras instituições e órgãos governamentais, a diminuição do consumo por meio de práticas de reciclagem e de sustentabilidade, além de aumentar o investimento nessa área, visa promover um país mais limpo e sem desperdícios.