O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Desde o advento da Revolução Técnico-Científica, no século XX, o lixo e a estruturação de uma sociedade fortemente consumista, quando mesclados, se tornaram problemas globais.No Brasil, como prova disso, os problemas relacionados ao lixo vem crescendo em grande proporção, seja pelos poucos recursos empregados pelo Estado na manutenção sustentável dos resíduos bem como pelo consumo exacerbado da população, o que corrobora para o desequilíbrio ambiental.
Cabe destacar a negligência estatal com a questão do lixo, como um dos principais desafios a serem enfrentados. Em defesa disso, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), revelou que existem poucos aterros sanitários que conseguem realizar a separação do gás metano dos aglomerados de lixo, principal gás liberado na decomposição de matéria orgânica, o que contribui com o aumento anômalo do efeito estufa, fato prejudicial ao meio ambiente.
Logo, os hábitos de consumo exagerado marcam um cenário de grande desafio. Isso se dá pelo fato de que muitas vezes, as pessoas adquirem produtos além da necessidade real, e em pouco tempo depois descartam objetos que não possuem mais utilidade, assim, iniciando novamente o ciclo de consumismo.
Portanto, para que ocorra uma melhora, os municípios devem investir na construção de aterros sanitários, e as secretarias de Meio Ambiente devem fiscalizar o processo de coleta seletiva e sua destinação final, assim coibir o uso de lixões, caso descumpre as leis aplique multas as empresas responsáveis por recolher. Também é preciso que o Estado elabore políticas públicas voltadas para a manutenção dos resíduos, por meio de uma parceria com nações internacionais, afim de se desenvolver recursos avançados para redução dos impactos ambientais ocasionados pelo lixo.