O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Em meados do século XX, com a Terceira Revolução Industrial, o Brasil, assim como outros países, enfrentou um processo de reestruturação econômica, adequando-se ao aumento de fabricação e oferta de produtos estabelecidos pela nova ordem. Entretanto, no século XXI, tal evolução tem sido uma problemática no que diz respeito ao consumismo exacerbado e aumento do volume de lixo maltratado no país.
Em primeira análise, é possível notar que o capitalismo pode trazer inúmeras consequências para a sociedade atual, uma vez que a ambição por lucro acarreta um alto índice de consumismo. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) alegam, por meio de pesquisas que apenas cerca de 31% da população brasileira são consumidores conscientes. E através dessa perspectiva fica evidente o descontrole da maior parte da população diante o consumo.
Ademais, esse consumo excessivo gera uma quantidade excedente de resíduos, que no Brasil grande parte não tem tratamento ideal para o mesmo. Associação Brasileira de Limpeza Pública (ABLP) afirma que 39% do lixo brasileiro ainda é destinado á lixões. E isso ocasiona diversos problemas ambientais como a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas, e também na saúde pública, visto que gerá proliferação de doenças.
Portanto, para reverter os danos ocasionados pelo consumismo e o lixo. O governo deve cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada em 2010 que previa extinção de lixões até 2014, disponibilizando verba para todos os municípios, para que os mesmos consigam erradicar o descarte inadequado de rejeito sólidos e ampliem a reciclagem. Além disso, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), deve assegurar verbas para a realização de propagandas que alertem sobre os danos da falta de consumo consciente.