O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/08/2020
A partir do século XX, com o avanço tecnológico e a era técnico-científico-informacional, novos produtos são criados e consumidos cada vez mais; no entanto, duram cada vez menos. Notoriamente, a tecnologia - já indispensável para a vida humana - torna-se um grave problema para os centros urbanos, que já contam com uma quantidade absurda de lixo nas ruas, rios e parques, fruto de uma sociedade completamente, insustentável.
Primeiramente, leva-se em conta a crescente poluição dos centros urbanos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, cada pessoa produz, em média, 1 kg de lixo diariamente. Infelizmente, a irresponsabilidade de uma sociedade inteira ao descartar o lixo em lugares inapropriados, leva as cidades a uma gradual destruição, visto que, mesmo contando com sistema de coleta seletiva e limpeza pública, o acúmulo de dejetos aumenta a cada ano.
Além disso, outro grave impasse para a saúde ambiental e para a sustentabilidade é a obsolência programada. Novos aparelhos - sejam eletrônicos, elétricos ou qualquer outro tecnológico - são autoprogramados para se degradarem com o tempo. Fato este que leva ao consumo exagerado destes produtos, uma vez que são essenciais para grande parte da população. Os lamentáveis 76 milhões de toneladas de lixo produzidos no Brasil se dão, consequentemente, pelo consumo exagerado e pelo descarte inadequado.
Tendo em vista, portanto, a instabilidade e a imoralidade da sociedade com o combate à poluição nas metrópoles brasileiras, faz-se necessário a criação de um departamento para enfrentá-la, pelos prefeitos e governadores, que leve à todas as residências uma fiscalização para limitar o descarte de lixo per capita e ainda multar aqueles que descartarem-no em lugares impróprios. Levando, assim, as pessoas a terem compromisso com o descarte do lixo e responsabilidade com o consumo.