O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2020
De acordo com José Ortega, o ser humano é o que o cerca. Diante dessa afirmação, verifica-se que a sociedade atual está cercada pelo consumismo, e todo indivíduo, que possui uma renda, se vê encarregado - quase que obrigado - à consumir. Em razão do consumo exagerado e da falta de implementação educacional, que comporte ensinos sobre a consequência do consumismo, observa-se o aumento da produção de lixo no Brasil.
Primeiramente, é preciso salientar que, com a modernidade, o consumo se tornou um sinônimo de felicidade para a humanidade. Conforme Bauman, o consumismo de hoje não diz respeito à satisfação das necessidades. Nessa perspectiva, pode-se observar que existe, no homem, um desejo insaciável de continuar consumindo, por essa razão, espera-se que a fabricação de lixo se agrave ainda mais em vez de ser atenuada.
Além disso, há uma lacuna educacional que contribui com a persistência da problemática. Segundo Kant, o ser humano é resultado da educação que recebe. Dessa forma, verifica-se uma falha em torno dos debates escolares sobre o lixo e o consumismo no Brasil, o que gera o aumento da falta de conhecimento das gerações futuras e da população vigente sobre a questão, tornando a resolução do problema mais dificultada.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, é imprescindível que o Conselho Nacional da Educação, juntamente com o Ministério da Educação, inclua no plano de ensino dos professores escolares a realização de debates e workshops relacionados ao lixo gerado pelo consumo. Tais eventos podem ser inseridos nas matérias de geografia e ciências, contando com a presença de pessoas e órgãos especialistas no assunto, além de serem abertos à comunidade e publicados nas redes sociais, a fim de que mais pessoas compreendam a importância das consequências do consumismo exagerado e passem a obter o hábito de reciclar, tornando-as atuantes no propósito de diminuir a produção de lixo e na construção de um mundo melhor.