O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Na animação cinematográfica “WALL-E”, o planeta Terra é representado como um lugar desabitado por conta da extrema quantidade de poluição. Não distante da ficção, o Brasil apresenta uma quantidade exorbitante de resíduos poluentes nas urbes, em decorrência do consumo em demasia e o descarte inadequado do lixo.
Nesse contexto, é importante abordar que, segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), 72% dos brasileiros são consumidores inconscientes, ou seja, fazem compras sem ter a necessidade de possuir os produtos, por serem mal conscientizadas. Com isso, as empresas produzem cada vez mais, a fim de suprir a grande demanda da população, aumentando o número de objetos que levam milhares de anos para se degradar.
Outro fator importante é o descarte incorreto dos objetos. Segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular. Sendo o grande causador de alagamentos nas cidades, por meio da obstrução das redes de esgoto, além da poluição visual e o aumento dos gastos com limpeza nas cidades.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados em solucionar o consumismo e o descarte inadequado do lixo. Portanto, o Governo e o Ministério do Meio Ambiente em conjunto com escolas, deve investir na educação ambiental, por intermédio de palestras e atividades de conscientização para que os alunos adotem uma postura adequada em relação ao descarte de lixo e ao consumo inconsciente. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá uma queda nas taxas de alto consumo desnecessário e um descarte de lixo nos lugares adequados.
Pais que não demonstram esses valores ou dão o mau exemplo de comprar sem pensar podem influenciar os filhos a se tornarem consumidores irresponsáveis e com uma educação financeira ruim.