O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2020
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil produziu 79 milhões de toneladas de lixo em 2018, sendo uma das principais consequências do alto índice de produção e consumo no país, e, além do mais, é importante frisar que a quantidade excessiva de resíduos pode trazer implicações gritantes e preocupantes para o meio ambiente.
Segundo pesquisas realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), é esperado que o volume de lixos e resíduos urbanos aumente drasticamente nos próximos anos, o que é explicado pelo aumento populacional, pois quanto maior é o número de pessoas com poder aquisitivo, maior vai ser a quantidade de lixo produzido pelos consumidores. Os relatórios da Abrelpe também comprovam que a crescente do próprio consumo e do descarte indiscriminado em lixões e aterros que não contam com as devidas medidas cautelosas de proteção, acarreta um custo alto ao meio ambiente, como a inutilização do solo, a contaminação da água e a poluição do ar.
Sendo assim, é notório que o prazer momentâneo e a felicidade em obter um determinado produto, faz com que os indivíduos consumam desenfreadamente, tornando-se visível a extrema importância do controle consumista, desencadeando uma mudança de hábitos na sociedade obcecada cada vez mais por consumir produtos em excesso.
Contudo, propõe-se que o governo, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, crie novos projetos sustentáveis para diminuir a quantidade de lixos e resíduos, crie leis para que as indústrias utilizem materiais recicláveis, e, também, estude novos métodos de descartes que não prejudiquem o meio ambiente. Espera-se também, que a sociedade se conscientize diante do problema e mude os seus hábitos, visando o bem estar do meio ambiente de todo o planeta.