O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Graciliano Ramos em sua obra “Vidas Secas” aborda a temática da seca no Nodeste do Brasil e mostra, através dela, a relação existente entre o homem e a natureza. Por meio disso, pode-se concluir que atitudes humanas, como o acúmulo de lixo e descarte indevido deste, acarretam problemas tanto sociais como ambientais.
A princípio, a política de consumo na sociedade vigente é comum. Empresas e companias manipulam o consumidor a comprar seus produtos. De acordo com estudos da SPG- Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de 47,7% dos consumidores brasileiros fazem compras para se sentirem bem e não por necessitade do item. Mediante a isso, há o estímulo da produção de lixo. Ao beneficiar-se de um produto outro não será mais útil, sendo, assim, descartado.
Ademais, o descarte do lixo acumulado não é devidamente efetuado, ocasionando problemas ambientais. Tem-se, como exemplo, o assoreamento de rios, no qual o lixo acumulado interrompe o fluxo de água e provoca enchentes. Além disso, há contaminação do solo e de pessoas, por meio do chorume, líquido produzido pelo acúmulo de detritos. Tanto a sociedade como o meio ambiente sofrem com o lixo produzido e aglomerado.
Diante do exposto, para que o problema sofra restrições, é necessário adotar medidas de educação ambiental. É evidente que políticas públicas, envolvendo o descarte e manejo de lixo, são diversas. Tem-se, como exemplo, multas sobre o despejo de objetos e/ou substâncias nas vias públicas, mas, somente elas, não geram mudanças. É necessário que o Estado, em parceria com as escolas e a sociedade, incentive a educação ambiental. Por meio disto, será possível formar indivíduos que se importam com problemas ambientais, dentre eles a abundância de lixo produzido e suas consequências, e que sejam consumidores responsáveis.