O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Desde a Revolução Industrial britânica no século 17, com o desenvolvimento do capitalismo, a sociedade começou a adquirir um grande número de mercadorias materiais, o que causou enorme consumo em todo o mundo. No Brasil, o processo de industrialização teve início no século XIX, e sua produtividade aumentou com a chegada de fábricas e empresas de outros países. Consequentemente ao oferecer produtos a preços acessíveis, a população têm exagerado no consumo.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o quinto maior produtor de resíduos do planeta, e a proporção de destinação adequada desses resíduos sólidos é muito baixa. Neste contexto, está inserido o problema da má gestão desses rejeitos no território. Portanto, devemos analisar os principais motivos, consequências e possíveis medidas desse fenômeno.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010 proíbe os municípios de usar lixões para a disposição de resíduos. Porém, de acordo com dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 41% dos resíduos são descartados a céu aberto. Uma grande quantidade de resíduos é descartada em aterro sanitário sem separação, portanto, o lixo eletrônico, o lixo orgânico e o lixo residencial são colocados no mesmo espaço sem tratamento, poluindo o solo e os lençóis freáticos. Além disso, a reprodução de insetos, mosquitos e roedores próximos ao aterro também causa doenças infecciosas na população.
Portanto, parece que medidas para resolver este problema são indispensáveis. O Ministério do Meio Ambiente deve incentivar a logística reversa por meio de incentivos fiscais, e essas empresas devem se estruturar para que seus produtos possam ser devolvidos ao setor produtivo com a reutilização dos matérias para serem utilizados novamente. Com isso, será possível reduzir bastante a destinação incorreta desses resíduos. Só assim a comunidade pode caminhar em direção a um futuro ecologicamente consciente.