O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/08/2020

O longa-metragem “Wall-E” se passa no ano 2700 e tem como cenário um planeta Terra inabitável, que foi completamente destruído pelos impactos ambientais causados pelo lixo. Análogo à ficção, ao fazer uma análise da pós modernidade, evidencia-se que o lixo e a sociedade de consumo no Brasil tem se tornado um omisso obstáculo para a nação. Dessa forma, sendo potencializados por pensamentos individualistas e a obsolescência programada de produtos eletrônicos, realidades ainda presentes no país.

Em primeiro plano, nota-se que o individualismo oriundo do capitalismo inviabiliza o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, seguindo a ideia  de “modernidade líquida” do filósofo polonês Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade caracterizada pelo individualismo. Por conseguinte, cria-se uma falta de empatia social em relação à realidade do lixo, onde ocorre a geração de resíduos e o descarte de maneira inadequada, sem pensar nas possíveis consequências futuras. Assim, enquanto essa falta de preocupação coletiva for a regra, a sustentabilidade mundial sera exceção.

Ademais, cabe salientar que a obsolescência de produtos eletrônicos potencializa ainda mais a sociedade de consumo. Sob esse viés, o G1 retratou em uma notícia que o Brasil assume a terceira posição na produção de lixo eletrônico na América latina. Portando, a obsolescência programada -vida útil de produtos reduzida por empresas- relacionada ao consumismo, cria no consumidor a falsa sensação de falsa necessidade, oque leva ao consumo e a geração de lixo desnecessária. Logo, é incoerente que mesmo pós moderna, essa problemática vigore.

Portando, se faz necessário que o lixo e a sociedade de consumo venham ser minimizados ao máximo. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ministério da Educação não só promover campanhas de conscientização, através de veículos midiáticos, como rede sociais, mas também estabelecer um limite de produção de resíduos para as empresas, com finalidade de maximizar a sustentabilidade mundial. Assim, para que a realidade presente em “Wall-E” não passe de uma ficção cinematográfica.