O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Com o início da industrialização no século XIX veio surgimento de fábricas e industrias e com isso houve o surgimento do consumismo que devido a grande oferta de produtos as pessoas começaram a consumir mais acarretando grande número de produtos acumulados e mal descartados que foram crescendo gradativamente e contribuindo para o surgimento dos famosos lixões.
O consumo exagerado acarreta vultoso número de resíduos produzido pela população que com o acumulo e o descarte indevido ocasiona sérios problemas para o meio ambiente. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), descartamos aproximadamente 230 000 toneladas de detritos por dia. De todo esse lixo, apenas 2% é enviado para coleta seletiva, e o restante é descartado nos lixões ao ar livre, que já estão próximos do seu limite de capacidade.
As questões ambientais estão intimamente relacionadas ao consumo, o que pode ser explicado quando o produto necessita de matéria-prima para sua fabricação. Portanto, quanto maior o consumo, maior o uso de recursos. Segundo estudo da SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), 37% dos consumidores admitiram ter adquirido itens de que não precisaram nos últimos 30 dias. Essas compras desnecessárias se refletem no impacto negativo sobre os recursos naturais.
Levando-se em consideração esses aspectos são preciso que a população se conscientizem sobre os impactos gerados pelo consumo em massa e passem a utilizar produtos que sejam reutilizáveis Para que isso ocorra o Ministério do Meio Ambiente, com a mídia, deve trabalhar na veiculação, nos meios de comunicação, de campanhas que abordem as consequências geradas ao meio ambiente pelo consumo exacerbado. Além disso, os governos municipais podem promover palestras acerca da importância da separação do lixo para a reciclagem, de modo que os munícipes sejam adeptos à coleta seletiva. Assim será possível conciliar as necessidades humanas ao bem-estar ambiental.