O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 28/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, na qual acredita em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o lixo e a sociedade de consumo no Brasil torna o país distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo consumismo exagerado, seja pela ineficiência do Estado no incentivo em novas ações sustentáveis com o lixo.

Primeiramente, é válido ressaltar que o excesso do consumo de bens é uma maneira de poluição do país uma vez que não há um pensamento sustentável, que garanta um futuro mais limpo e controlado. Segundo o modelo econômico capitalista, que tem como sequencia produtiva, a extração da matéria-prima na natureza, depois esse commodities vai para industria, e chega ao terceiro pilar que é a prestação de serviço, que é aqui que haverá o consumo em massa incentivado por esse modelo que visa o lucro e de concorrência internacional. Dessa forma, há um aumento significativo da produção de lixo no país, e os recursos naturais cada vez mais limitados.

Além disso, é sabido reconhecer como o Estado influencia na maneira que é usados os recursos de bens de consumo. De acordo com  o InstitutoGea, o volume de lixo vem aumentando progressivamente, como por exemplo na cidade de São Paulo são coletados mais de 17 milhões de quilos de lixo diariamente, sendo levados para lugares as quais são estocados a cada dia, o que leva ao seu esgotamento rapidamente. Sendo assim, a ausência do governo em solucionar tal problemática acarrenta no agravo do problema.

Torna-se evidente, portanto, a urgência para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Estado promover a coleta seletiva como uma forma de reutilizar alguns matérias recicláveis, por meio do investimento nesse setor, além de trazer infraestrutura aos lixões aterros, de modo que não polua o ambiente, para que o país comece um sistema de crescimento mais sustentável e menos consumista e melhor uso do lixo.