O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o lixo e a sociedade de consumo no torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de consciência dos consumidores, seja pela baixa intervenção do Estado, o problema permanece e exige uma reflexão.
Primeiramente, é válido salientar que o desejo consumista tem se tornado recorrente na sociedade atual. Isso porque, com o avanço das novas tecnologias, houve uma ambição desenfreada no consumo de mercadorias. Esse aumento foi observado devido ao processo de globalização em que permitiu os países estabelecer relações comercias entre si, facilitando assim a compra de produtos importados. Assim, o país imaginado por Policarpo Quaresma ainda está distante de ser concretizado.
Ademais, é importante ressaltar que o governo não está intervindo como deveria para melhorar esse cenário. Dito isso, o Estado não está preocupado em solucionar o aumento do consumismo na sociedade devido a politica capitalista do país. Fato esse contrariado pela China em que o país limita o consumo de produtos que possam gerar problemas para a sociedade como: acúmulo de produtos e falta de estoque para atender todas as necessidades da população. Dessa forma a permanência dessa atitude acentua um grande retrocesso na sociedade.
Portanto, é imprescindível entender que devido a modernização da sociedade o consumismo tornou-se uma atividade recorrente para os indivíduos. Destarte, é dever do governo modificar esse cenário, por meio de leis que visem estabelecer limites na aquisição de cada produto como: permitir no máximo 2 TVs por residência e restrição do número de compras online. Para que, desse modo possa haver uma diminuição no acúmulo de mercadorias que possam causar danos a sociedade e para a natureza.