O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 28/08/2020

O protagonista de “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o lixo e a sociedade de consumo torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficácia das escolas ou pelo consumismo desenfreado, o problema exige soluções urgentes.

A priori, vale destacar que, apesar de a Constituição Brasileira garantir o acesso à educação, não é o que se observa quando se dá atenção ao desconhecimento da população sobre o descarte correto e a reciclagem dos resíduos. Isso acontece, pois, o MEC não aborda o assunto na grade curricular das escolas. Como os indivíduos não são culturalizados sobre a necessidade de tais ações, não raro, veem-nas como desnecessária, assim, não propagam sua prática. Destarte, nota-se uma cultura de comodismo e passividade diante do tema.

Outrossim, vale ressaltar também o impacto da grande comercialização de produto que foi propagado pelo fordismo, na década de 50, e têm crescido constantemente no cerne da problemática. Isso porque esse consumo excessivo aumenta a produção de lixo e, consequentemente, seu descarte incorreto. Logo, confirma-se a pesquisa do instituto Gea, a qual afirma que o volume de resíduos atingiu mais de 10 milhões de quilos coletados por dia, na Cidade de São Paulo. Por fim, o legado de ignorância ante ao problema tende a continuar, caso não haja intervenção.

Dessa forma, são necessárias medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao MEC- como órgão responsável por promover e administrar a educação brasileira- realizar palestras e debates as quais promovam um diálogo sobre o lixo e a sociedade de consumo. Por meio de projetos que abordem as consequências do descarte incorreto, a fim de atenuar os impactos negativos e a falta de conhecimento da população sobre o assunto. Só assim, a situação tornar-se-á diferente.