O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 28/08/2020

O advento da industrialização e, por seguinte, o aumento populacional possibilitou o salto na produção de bens de consumo, e consequentemente incentivou o consumo em massa, visto que no sistema capitalista o objetivo principal é o lucro, os donos de empresa lançam mão de lançamentos atrativos para os consumidores, logo o consumo compulsivo gera o grande número de descarte de resíduos e assim surge um dos mais relevantes problemas socioambientais.

No Brasil, os resíduos produzidos não possuem descarte apropriado, trazendo problemas ao meio ambiente e além de colocar em risco a saúde pública. De acordo com os dados do Panorama de Resíduos Sólidos 2017 da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mesmo diante dos esforços para os 214.868 de toneladas/dia de resíduos gerados, 196.050 toneladas não foram coletadas, logo o tiveram o destino incorreto, outro problema é o pensamento da grande maioria das pessoas que pensam que basta jogar o lixo na lixeira e o problema da sujeira estará resolvido.

Embora a reciclagem apareça como um dos principais meios para a resolução do problema, proposta por parte do governo ou através de campanhas publicitárias, que investem em produtos retornáveis, ela também gera gastos, custos além da falsa ilusão de que só fazendo isso contribuiremos para um país mais limpo. Contudo, vê se o crescimento do grupo de trabalhadora que encontram no lixo um meio de sobrevivência, são chamados de Catadores de Matérias Recicláveis, apesar de possuírem uma papel fundamental na reciclagem no país, são vistos a margem da sociedade, sofrem com as estigmas sociais e o preconceito individual e passando a não ter nenhum estímulo e ausente de políticas públicas.