O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade/governo no que concerne à questão do lixo e a sociedade de consumo. Dessa forma, observa-se que o lixo reflete um cenário desafiador, seja em virtude da sua alta produção, seja pelo alto consumo de produtos nos dias de hoje.

Como apresentado anteriormente, o lixo apresenta cada vez mais um problema para a Brasil, visto que, com o desenvolvimento do capitalismo, a produção de resíduos sólidos foi elevada significantemente, principalmente devido ás propagandas e outros estímulos ao consumismo. O Brasil, mesmo sendo o maior produtor de lixo da América Latina, carece de soluções para a grande produção e tratamento de lixo, que por sua vez, é um vetor de doenças e proliferação de pragas que carregam zoonoses.

Um ponto importante são as consequências do acúmulo de lixo, que são principalmente vistas na população mais pobre, que dificilmente possui o serviço de coleta e tratamento de lixo. Muitas vezes, essa população acaba vivendo muito próxima ou até dentro de lixões e aterros sanitários, utilizando da coleta de lixo como uma fonte de renda, mesmo com a exposição constante a agente tóxicos e patogênicos.

Portanto, o lixo representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o governo, junto da população deve implantar uma coleta seletiva, para filtrar ainda mais os resíduos que vão para os aterros. Outra solução é a efetivação da lei de 2014 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que previa o fechamento de lixões até o fim do mesmo ano e os resíduos encaminhados para aterros sanitários adequados. Espera-se, com isso, a diminuição da quantidade de lixo acumulada no país.