O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

No Brasil, desde o processo de industrialização em meados do século XIX, vêm surgindo grandes inovações com a grande Revolução Técnico-Científica, onde trouxe ao país diversas variedades de fábricas, empresas e um aumento considerável na produtividade em geral, porém o grande aumento no consumismo exagerado, por parte da população, resultou em uma maior produção de lixo e outros resíduos.

No entanto, com o capitalismo sendo consolidado, onde relações internacionais passariam a girar por volta do mercado, a sociedade atual  passa a ser baseada na obsolescência programada, em que novos produtos são fabricados a fim de que os anteriores se tornem ultrapassados e estimule o comércio, com isso, o indivíduo, inserido no contexto de produção em massa, passou a enxergar no produto adquirido seu status social, em que buscam exibir padrão de vida elevado.

Portanto, apesar do desenfreado “fetiche da mercadoria” por parte da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2016, 41% do lixo é desprezado a céu aberto. Desse modo, os resíduos coletados dos domicílios nas empresas, passam a contaminar o solo e o lençol freático do planeta, gerando o chorume, um líquido tóxico produzido na decomposição da matéria orgânica, além de proliferação de doenças infecciosas a população.

Sendo assim, medidas são necessárias para resolução da situação, deve-se investir na construção de aterros sanitários nos municípios, fiscalização do processo de coleta seletiva e sua destinação final por parte das Secretarias de Meio Ambiente, sendo necessário punições mais severas ao caso de descumprimento das leis pelos responsáveis. Em conjunto também a população desenvolver o planejamento conscientizado na hora de efetuar compras e hábitos de separar o lixo para que possam ser reutilizados. Caminhando assim para uma sociedade mais independente da influência do consumo, e menos tóxica para o meio ambiente.