O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 29/08/2020
A necessidade de obter produtos exuberantes para si esteve intimamente ligada à sociedade e tal impulso se ampliou ainda mais com o desenvolvimento tecnológico das indústrias. No entanto, apesar da prática ser considerada por muitos inofensiva, sua perpetuação ao longo dos séculos acabou por gerar um sério desequilíbrio ambiental, vinculado ao descarte excessivo de materiais, que, em geral, encontram-se em bom estado de funcionamento. Dessa forma, torna-se válido abrir um debate a respeito do tema, objetivando mitigar o problema, principalmente na região brasileira, em que os índices desse infortúnio se mostram exarcebantes.
Em primeiro lugar, deve-se compreender que o consumismo é o mesmo que realizar compras de maneira massificada e que este ato desenfreado vem a crescer em distintas partes do Brasil. A exemplo disso o Instituto Akatu publicou o resultado de sua pesquisa sobre consumo consciente, em que, 76% dos brasileiros não praticam a temática apontada, fato que corrobora a ideia de que as compras em nível exagerado e sem a menor programação tomaram uma proporção maior do que a esperada. Em vista disso, depreende-se que o apego ao aspecto visual de muitos produtos motivam as pessoas a o adquirirem, ainda que o utensílio não seja essencial para o momento, o que apenas oferece continuidade ao processo consumista.
Ademais, percebe-se como consequência direta do crescimento de consumo no país, um severo dano no meio ambiente, ocasionado pelo descarte sobrepujante de lixo em áreas indevidas e sem preparo para efetuar sua reciclagem. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil de 2014, foram registradas 78,6 milhões de toneladas de lixo no país, sendo que 41,6% desse saldo foi destinado a locais incorretos, o que apenas exemplifica a situação degradante a qual o ecossistema se encontra a mercê. Em síntese, entende-se que o consumo exacerbado de produtos acarreta na grande quantia de itens descartados, em sua maioria, em localidades à céu aberto, que contaminam o solo e a água pelo chorume e aumentam o número de incêndios por conta dos gases provenientes da decomposição .
Em vista dos argumentos apresentados, vê-se a necessidade de que o Ministério do Meio Ambiente em conjunto ao Ministério da Educação, promovam palestras socioeducativas com o intuito de reeducar a população quanto ao destino correto dos resíduos gerados em suas residências. Paralelamente a isso, cabe as Organizações Não Governamentais e as empresas privadas, vinculadas a temática, elaborar juntamente um projeto de reciclagem, que associe os moradores ao processo sustentável, o que irá familiarizar estes com a natureza e consequentemente ao consumo consciente, já que, as figuras administrativas em questão deveram conscientizar os cidadãos, por meio de reuniões e conferências. conferências,história por trás lixo ali presente.