O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Drummond, em seu poema “Nosso Tempo”, cantou: “os lírios não nascem das leis”. De igual modo, não obstante a Magna Carta assegure, em seu escopo, a proteção ao meio ambiente, o consumismo da sociedade contemporânea e sua consequência colocam em xeque essa garantia, comprovando a insuficiência da lei no país. Assim é necessário refletir o excessivo consumo de lixo enquanto prática consumista e a falta de solidariedade intergeracional.
A priori, o consumismo vem de uma ideia norte americana sobre um consumo exacerbado, levando a população a adquirir utensílios que não precisam, gerando um lixo desnecessário. O Brasil é o quarto país que mais o produz no mundo, na qual cada cidadão gera 350 quilos de lixo ao ano, estando diretamente ligado ao fato de não reciclar, reutilizar, e deixar de consumir menos. É preciso entender também que, mesmo quando o lixo é recolhido, ele não desaparece, apenas é levado para outro lugar.
Ademais, é preciso ressaltar que a forma como se age no ambiente físico irá interferir nas futuras gerações, portanto cabe à geração recorrente, utilizar o meio ambiente de uma maneira sustentável. Em 2014 os lixões foram proibidos por lei, no entanto ainda há mais de 3 mil em aproximadamente 1600 municípios brasileiros. Portanto é factual que, aja uma responsabilidade maior dos órgãos responsáveis assim como da população.
Em suma, com intuito de superar esse óbice, o Ministério do Meio Ambiente do Brasil - cuja missão é promover a adoção de princípios e estratégias para o conhecimento, a proteção e a recuperação do meio ambiente - precisa ampliar seus recursos, assim como propor um projeto de leis que deve ser entregue a Câmara de Deputados, com intuito de mudar a realidade do ecossistema no país, fornecendo os recursos adequados para proteção da mesma. Dessa forma, tal problemática será gradativamente erradicada, pois conforme Gabriel Pensador, “com a mudança do presente, moldamos o futuro”.