O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Na lógica da regulamentação das leis trabalhistas no governo de Getúlio Vargas, as condições de trabalho e os salários aumentaram e, como consequência, também houve aumento no consumo. Entretanto, junto com esse consumo exacerbado, não se criou uma cultura de reciclagem e destinação correta do lixo produzido, o que corrobora para um problema: o meio ambiente ser prejudicado. Infere-se, nesse âmbito, que tanto o  consumismo exagerado quanto o descarte inadequado são bases dessa problemática e, por isso, convém analisar o cenário exposto.

Em primeiro plano, de acordo com dados de uma pesquisa da Abrelpe, o volume do lixo produzido no Brasil aumentou 1,7% em 2015. Nesse sentido, pode-se observar que a cada ano, junto com o crescimento do País, a quantidade de lixo produzido cresce e tem como a principal causa a sociedade consumista que é que vivida hodiernamente, acrescer de uma falta de educação direcionada à esse tema.

Outrossim, conforme a Constituição Federal de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Todavia,  junto com o crescimento do consumismo, não houve a criação de politicas de destinação adequada do lixo, que em maioria são descartados em lixões, e nem de reciclagem, sendo prejudicial ao meio ambiente. Dessa forma, ocorre a violação de direitos e negligência com os cuidados à natureza, devido ao descarte inadequado do lixo.

Destarte, é fundamental que o Estado incentive uma política de reciclagem no País, com a criação de postos de coleta do lixo, visando melhorar a vida da população, uma vez que, também irá gerar empregos. Ademais, é importante que o Ministério da Educação realize palestras, principalmente em escolas onde há o ensino fundamental, pois é onde está sendo formado o senso critico dos alunos, mostrando a importância de reciclarem o lixo e os danos que eles podem causar ao meio ambiente, além de ensiná-los a usufruir apenas o que precisam, para ser combatida essa sociedade consumista.