O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 30/08/2020

“Um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios” tornou-se um jargão muito popular durante a Terceira Revolução Industrial. Também conhecida como Revolução-Técnico-científico-informacional, foi marcada entre outros fatores pelo surgimento da Obsolência programada, tática empresarial na qual o produtor decide propositalmente fabricar e desenvolver produtos com baixa qualidade, com o objetivo de diminuir sua durabilidade e dessa forma, realizar mais vendas.

Torna-se evidente então nos dias hodiernos, o quão prejudicial essa prática se torna para uma sociedade já consumista, visto que a obsolência programada desencadeia não só o consumismo, mas também o aumento na produção de resíduos que possibilitam o fim dos recursos naturais já escassos. Em 2018 por exemplo, o Brasil produziu em torno de 79 milhões de toneladas de lixo, o que o faz o maior produtor de resíduos da América Latina.

Entretanto, o consumismo tem mostrado um potencial de aumento ano após ano. Produto de uma educação financeira precária aliado as propagandas midiáticas vendidas a todo momento aos consumidores através da maioria dos meios de comunicação –televisão, redes sociais, internet  e entre outros, que evidenciam a falsa necessidade de milhares de produtos no imaginário social, esse que atualmente é movido pelo bem material.

Dada a complexidade da problemática proposta, é de suma importância que o Ministério do Meio Ambiente aliado com ONGs ambientais, criem campanhas –expostas nos meios televisivos, para estimular o consumo conscientes da população,  incentivando reutilização de seus produtos, além da pesquisa antecipada acerca da qualidade do item a ser comprado. Afim de diminuir o descarte do lixo e o consumismo no Brasil.