O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” Essa afirmação, de Confúcio, um filósofo chinês, pode servir de exemplo para tratar do tema que envolve o lixo e a sociedade de consumo no Brasil. Boa parte da população brasileira é consumista e desfruta de muitas mercadorias sem necessidade. Desse modo, é de suma importância discutir os impactos dessa realidade: o excesso de dejetos resultantes do consumo desenfreado e o descarte de produtos de forma inadequada.

Em primeira análise, a superabundância de lixo é um grande responsável pela complexidade do problema. Nesse sentido, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão da alta produção de dejetos. Platão contribui para a discussão ao definir que o amor era o desejo por aquilo que não se tem. Assim, percebe-se uma analogia entre o amor platônico e o consumo, gerando, então o consumismo, que tanto prejudica o meio ambiente.

Em consequência disso, surge a questão do descarte de mercadorias usadas de forma inadequada, o que intensifica a gravidade do problema. Segundo Paul Watson, co-fundador do Greenpeace, “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” Sob o mesmo ponto de vista, exemplifica-se a questão do ser humano e o lixo. Maioria dos indivíduos não se importam com o destino que os materiais que não os interessam mais se destinam, descartando-os de forma inadequada e causando graves danos à natureza.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para isso, o Governo deve direcionar verbas para implementar programas de coleta seletiva de lixo, que consiste na segregação de tudo o que pode ser reaproveitado, enviando esses materiais para reciclagem, por meio de um projeto que tem como objetivo reduzir a quantidade de dejetos descartados de maneira errada. Além disso, é necessário que ONG’s especializadas no assunto, em parceria com o governo federal, elaborem campanhas para a diminuição do consumo desenfreado. Tais campanhas devem ser devem ser disponibilizadas nas redes sociais e distribuídas nos grandes centros urbanos, utilizando papel reciclável para impressão. O objetivo deve ser abordar o impacto do consumismo à consolidação do problema e sugerir métodos alternativos de consumo, que não intensifiquem a questão.