O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Na obra de animação cinematográfica “Wall-e”, é representado um futuro distópico do planeta Terra, que se encontra desabitado decorrente dos altos níveis de poluição presentes no planeta. Embora esse seja um cenário ficcionista, a realidade da sociedade brasileira se aproxima da ficção na quantidade excessiva de resíduos presentes no ambiente urbano. Grande parte desses resíduos são derivados do consumo excessivo e da ignorância da população. Os efeitos dessa problemática se estendem desde o agravamento dos problemas ambientais até o aumento de doenças causadas pelo aumento do nível de poluição.
Indubitavelmente, o consumismo está enraizado na sociedade hodierna. Segundo o médico brasileiro, Içami Tiba “O grande drama é que o consumista nunca é feliz, pois desvaloriza o que tem para sofrer com o que ainda não tem”. A constante busca pelo novo e a desvalorização do velho, tem ocorrido de maneira cada vez mais rápida, dessa forma a produção de lixo tem aumentado de maneira proporcional à demanda.
Dessarte, o comportamento consumista também tem contribuído para que o Brasil se torne um dos maiores produtores de lixo do mundo, posto já alcançado em relação à produção de lixo eletrônico na América Latina, que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), se trata de 1,5 toneladas de lixo, e que apenas 3% é coletado de maneira correta. Deste modo, 97% do lixo é descartado de maneira incorreta, o que acaba sendo um fator determinante para a proliferação de doenças como a leptospirose e a cólera.
Para que os efeitos dessa problemática sejam amenizados, é de suma importância que o Ministério do Meio Ambiente, fiscalize o descarte e a coleta de lixo, para que seja feito de maneira correta. Cabe ao Estado promover propagandas contra o consumismo desenfreado, que tem sido o grande causador de todo o problema, em escolas, empresas. Portanto se essas medidas forem e executadas de maneira correta, certamente os efeitos dessa problemática se amenizaram.