O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Segundo Karl Marx, “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”. Esse panorama, auxilia na análise da questão sobre a produção de lixo e a sociedade de consumo no Brasil, visto que a produção exacerbada do lixo, está ligada a fluidez nas relações interpessoais. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além do papel que a produção de lixo tem na sociedade brasileira.

Em primeiro plano, evidencia-se que a desvalorização das relações humanas, corrobora para o surgimento de um consumo exacerbado. Assim, ao analisar a sociedade pela visão de Karl Marx, nota-se que o consumismo é intrinsecamente relacionado as relações sociais, pois, demonstra o apego aos bens materiais ao invés dos bens humanos. Por conseguinte, a evolução dos meios de comunicação colaboram para o ocorrimento deste fenômeno, assim, se tornando um ciclo vicioso.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de modernidade liquida, que demonstra a fluidez cultural de forma nunca antes vista, por conseguinte, provocando mudanças nas relações sociais, que desvalorizam o mundo humano. Desse modo, o consumismo segue um ritmo parecido, acabando por perpetuar o surgimento de estratégias de venda, como a obsolescência planejada. Outrossim, corrobora para o aumento do lixo produzido pela sociedade brasileira, desta forma, ocorre um ciclo que aumenta a produção de lixo.

Logo, medidas públicas são necessárias para a interrupção desse ciclo moderno. É fundamental, portanto, uma ação por parte do Governo Federal, em associação com o Ministério do Meio Ambiente para a redução da produção de lixo. Assim, é vital uma instrução da sociedade por meio de palestras nas escolas e empresas, de forma, a atribuir as percepções necessárias para o combate ao consumismo. A partir dessas ações, será possível produzir uma redução da poluição ambiental, assim, reduzindo o emprego de lixões no Brasil.