O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 31/08/2020
No documentário A História das Coisas, a relação entre a Sociedade do Consumo e o Lixo é explanada de maneira didática, em que é possível analisar o cenário hodierno das relações humanas com o comércio e a natureza. Conforme a ideia, é notório que o consumismo exacerbado, incentivado pelo meio social, é causa do aumento nas produções de lixo. Dessa forma, não há dúvidas sobre o descarte adequado dos resíduos ser de extrema relevância nacional mediante ao aumento do consumo e, consequentemente, dos despojos.
Em primeira análise, o consumismo hodierno é movido pelo impulso de compra, a fim de que os indivíduos se adequem à determinados padrões impostos pela mídia. Acerca disso, o filósofo Zygmunt Bauman discorre sobre a “Modernidade Líquida”, no qual os bens de consumo são fluídos, isto é, não são produzidos para durar. Assim, o processo de obsolescência programada demostra a “fluidez” dos produtos, em que os equipamentos eletrônicos possuem seu tempo de vida útil reduzido propositalmente, impulsionando o consumo e descarte de resíduos por parte dos brasileiros. Logo, é indispensável a elaboração de ações que atenue o consumismo, como forma de reduzir os impactos ambientas decorrentes da crescente quantidade de lixo.
Em segunda análise, a sociedade do consumo é grande responsável da exacerbada quantidade de lixo descartada diariamente de maneira irregular. Sendo assim, conforme o químico Lavoisier, na natureza nada é criado ou perdido, mas transformado. Ademais, não diferente, os lixos precisam de tratamento adequado, a fim de serem transformados para que seus impactos negativos sejam minimizados. Entretanto, a realidade se mostra distinta, uma vez que a quantidade de lixões à céu aberto no Brasil é imensa, impactando diretamente a natureza, com riscos de contaminação do solo e dos lençóis freáticos. Dessa forma, nota-se a necessidade de ações de incentivo à aterros sanitários, de modo que o destino do lixo seja regularizada e menos prejudicial ao meio ambiente.
Em virtude dos fatos mencionados, algumas atitudes devem ser tomadas a fim de atenuar o consumo na sociedade brasileira, e assim, a quantidade de lixo. Portanto, é cabível ao Ministério da Educação, propor a inclusão do Planejamento Financeiro na grade curricular da Educação Básica, por meio Base Nacional Comum Curricular, de modo a conscientizar os brasileiros, desde o pueril, sobre o consumo consciente. Ademais, incumbe ao Ministério do Meio Ambiente, o encerramento de atividades dos lixões, por meio de fiscalizações e multas às prefeituras municipais, de modo que a destinação dos lixos seja menos prejudicial ao meio ambiente. Feito isso, possivelmente, haverá uma relação mais harmônica entre o consumo e o lixo.