O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 30/08/2020

Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, o consumismo aumentou consideravelmente a partir da segunda metade do século XX em virtude do modelo de produção em série, que facilitou e expandiu a produção de bens materiais nas fábricas. A quantidade de produtos disponíveis a venda em conjunto com o modismo e o aumento do número de propagandas sugestivas levou a sociedade a consumir coisas de maneira exacerbada, sem que seja de real necessidade para o indivíduo. Por causa disso, o descarte indevído de resíduos se tornou cada vez mais frequente, o que tem prejudicado o meio ambiente.

É perceptível que, na sociedade contemporânea, o consumo exacerbado de produtos industrializados gera problemas ambientais relacionados ao descarte indevido de seus resíduos. A partir da terceira fase da Revolução Industrial, o consumismo foi se intensificando entre os indivíduos que, por causa da mídia, pressões nos âmbitos sociais e propagandas sugestivas, vêem-se obrigados a adquirir cada vez mais produtos numa tentativa de se adequarem ao modismo.

Ademais, vale salientar no estilo de produção em série que massifica a confecção de bens e faz com que mais lixo seja gerado e descartado de maneira errônea contribuindo para a poluição ambiental. Segundo Bauman, o consumidor é, antes de ser sujeito, uma mercadoria. A partir desse pressuposto, é possível inferir que os indivíduos da sociedade moderna são, de certa forma, manipulados pelo mercado a consumirem cada vez mais produtos para atingirem uma falsa sensação de felicidade e objetivo de vida atingido, tudo em prol de se adequarem ao modismo imposto e o saciarem seu desejo de obtenção.

Em virtude dos fatos mencionados, é de extrema importância que o Governo invista em campanhas e propagandas que alertem os malefícios do consumismo para o meio ambiente e seu ecossistema, para que, dessa forma, as pessoas estejam mais cientes e comecem a consumir de maneira consciente