O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 30/08/2020
O mito da Caverna de Platão descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade por medo de sair da sua zona de conforto. De maneira análoga, percebe-se que no limiar do século XXI, a realidade brasileira configura-se com o mesmo impasse no que diz respeito ao lixo e a sociedade de consumo. Diante disso, existem fatores que fomentam tal quadro de iniquidade, como as os aspectos produtivos além das notáveis questões sociais. Assim, torna-se imprescindível a resolução desse impasse.
Em primeira análise, é cabível salientar que, a sociedade de consumo é fruto da produção em massa, originada pelo capitalismo, que atualmente adota o toyotismo como principal sistema de produção. O toyotismo tem em um de seus principais pilares a OBSOLESCÊNCIA programada, se trata de diminuir o tempo de utilidade dos produtos visando aumentar ainda mais o consumo. Dessa forma, esse consumo gera uma quantidade de lixo gigantesca, que muitas das vezes são descartados de forma incorreta, e se acumulam em ruas, mares e até mesmo florestas.
Em segunda análise, é cabível salientar que a falta de aparatos uma maior intervenção do problema ainda é um grande impasse. Para o filósofo inglês Francis Bacon “O conhecimento em si mesmo é um poder”. Consequentemente, seria necessário a conscientização das crianças desde a base, ensinando-as a não desperdiçar e utilizar seus produtos por mais tempo com o objetivo de diminuir o lixo produzido. No entanto, o que podemos observar são jovens e crianças cada vez mais propensos a tendências consumistas muitas vezes compulsivas. Dessa maneira, é perceptível a indiligência por parte do Estado.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para reverter a situação. Destarte, O Ministério do Meio Ambiente deve estimular a logística reversa, por meio de incentivos fiscais às empresas que tiverem uma estrutura capaz de fazer com que seus produtos voltem à cadeira produtiva, dar desconto em novos produtos a partir da entrega de um usado da mesma marca. Assim, será possível diminuir consideravelmente a destinação incorreta desses resíduos. Cabe ademais ao Ministério da Educação investir em palestras e projetos para instruir as crianças ensinando sobre o consumo sustentável e consciente com o fito de formar cidadãos mais conscientes sobre seus produtos e seu lixo. Dessa maneira, se desprenderá de certas exclusões, para que não viva a realidade das sombras da alegoria de Platão.