O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 30/08/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do lixo e a sociedade de consumo no Brasil. Nesse contexto, tornam-se evidentes como causas dessa problemática o consumo exacerbado de produtos descartáveis, bem como o baixo índice de reciclagem.

Sendo assim, o consumo exacerbado de produtos descartáveis está atrelado a fabricação de produtos com prazos de validades curtos que são descartados em grande quantidade no meio ambiente, aumentando assim a porcentagem de lixo no Brasil. De acordo com a Organização das Nações Unidas, o Brasil é o quinto maior produtor de lixo do planeta, fato esclarecido devido ao alto consumo da sociedade brasileira.

Nesse sentido, na animação cinematográfica “Wall- E” que se passa no ano de 2700 a terra é retratada como um lugar desabitado em razão do elevado índice de lixo e poluição. Esse cenário ficcionista aproxima-se da realidade brasileira devido a situação atual de descarte indevido de lixo e a falta de reciclagem do mesmo, ocasionando assim doenças decorrentes da poluição do ar, acúmulo nos lixões afetando o solo e lençóis freáticos.

Logo, a fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados no consumo da sociedade brasileira e o lixo. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente deve fiscalizar os lixões como também regularizar e estabelecer um padrão de cuidados no processo de descarte pela população e armazenamento do lixo, por intermédio de fiscais ambientais e propagandas televisivas, com aplicações de multas quando necessário. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá a gradual diminuição da poluição ambiental e o aumento da reciclagem do lixo.