O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

A Revolução Industrial, teve início na Inglaterra, no fim do século XVIII e início do século XIX, aumentando dessa maneira o consumo de bens, ou seja, a quantidade de produtos que um indivíduo utilizava, gerando um crescimento de lixo. Foi nesse período em que o filósofo e economista Adam Smith escreveu o seu livro Teoria Dos Sentimentos Morais, expondo uma de suas temáticas mais defendidas, o livre mercado, cujo principal objetivo era busca de oferta e procura, tendo o Estado pouca participação nas intervenções. Portanto, quanto menor o preço, maior é o consumo, maior o descarte de lixo e menor os locais de descarte desse material.

De acordo com dados do Panorama dos Resíduos Sólidos, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, no ano de 2018, no Brasil, cerca de 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos foram produzidos e acredita-se que até 2030, serão gerados cerca de 100 milhões de toneladas por ano. Quando se trata de lixo eletrônico, o Brasil é o maior em produção na América Latina, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), sendo 1,5 mil toneladas anualmente e apenas 3% descartados de maneira correta. Caso baterias sejam jogadas fora em locais inadequados, podem liberar gás metano, ocasionando problemas respiratórios e até mesmo contribuindo com o efeito estufa.

Os resíduos sólidos, são descartados em aterros sanitários, sendo uma técnica considerada mais segura. Entretanto, em alguns casos, os materiais são descartados de maneira inapropriada, o que contribui com a degradação do lençol freático e emissão de gases que contribuem no aquecimento global. Para garantir que eventos como esses não venham a ocorrer, foi criada Política Nacional de Resíduos Sólidos, visando um melhor uso de tecnologias e gestão no descarte dos resíduos, sendo muito importante nesse cenário a norma ISO 14001, que determina um ambiente adequado e despejo adequado do material.

Diante dos fatos mencionados, sabe-se que, os materiais descartados diariamente são crescentes e contribuem com o aquecimento global, tendo em vista que, gases como o metano são liberados por meio do lixo. Com o objetivo de diminuir o mercado de consumo é necessário que empresas reduzam a produção e comercialização de produtos plásticos, o que desequilibra também o meio aquático, extinguindo espécies como a tartaruga, pois consome o material enganada. Os microplásticos também interferem de maneira negativa no meio aquático. Dessa forma, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) deve fiscalizar e banir os que degradarem a natureza e o Ministério Público deve fiscalizar os aterros sanitários.