O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Em suas concepções, o roteirista alemão Ronny Schalk retrata, na série Dark, a teoria de que os seres humanos têm, há milênios, a crença de que são seus próprios deuses, colocando como prioridade seus ideais e valores individuais, mas esquecem que, na verdade, todos são apenas um pequena fração num vasto universo. Diante disso, fica clara a importância de discutir acerca do lixo e a sociedade de consumo, um desafio agravado pela indústria de produção em massa e os índices de descarte irregular. Tal fato, reflete uma realidade complexa e extremamente preocupante no que diz respeito aos seus efeito sobre o país.
Perante o supracitado, de acordo com o dramaturgo inglês William Shakespeare, tudo em demasia morre pelo próprio excesso. Assim, o ambiente industrial é colocado em xeque. O uso abusivo de matéria-prima lota os depósitos e armazéns e, após atender à demanda dos estabelecimentos, os produtos restantes são descartados em ambientes impróprios. O lixo, vai parar nas redes de saneamento básico, provoca a erosão do solo, a queda de barragens e o desequilíbrio ecológico. As comunidades biológicas sentem os impactos e os refletem na sociedade, a ação humana desencadeia desastres naturais, culminando o extermínio de diversas espécies e, no fim, sua autodestruição.
Defronte essa máxima, segundo o iluminista francês Voltaire, o homem nasce bom, e a sociedade o corrompe. Portanto, por todo o globo, a população cresce em meio a uma sociedade consumista concentrada em lucro e compras e, simultaneamente, despreocupada com as questões ecológicas. Esse perfil formado por um longo histórico, produz cada vez mais lixo e agrava a situação do meio ambiente com a criação dos lixões a céu aberto. A reciclagem não está presente no dia a dia do ser humano, entretanto, é algo que poderia ser mostrado desde os primórdios pois afeta diretamente a vida de todos num planeta com recursos finitos.
Diante do exposto, fica evidente que para combater o acúmulo de lixo é necessário adotar medidas. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo, órgão incumbido de administrar os setores sociais, em parceria com as mídias denunciadoras, como SBT, Record e Globo, mediar a produção massiva das indústrias contemporâneas, por meio da fiscalização recorrente dos ambientes industriais impedindo qualquer negligência sanitária, superprodução ou descarte indevido, no intuito de tornar nulo os índices de descarte indevido e desestruturar todo estereótipo consumista construído. Dessa forma, convertendo a despreocupação com a natureza em prática do desenvolvimento sustentável alcançar-se-á uma sociedade de boa índole e extremamente respeitosa reconhecendo o seu verdadeiro papel em meio ao vasto universo.