O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

No início do século 18, a revolução industrial se instaurou na sociedade, trazendo diversas mudanças abruptas ao mundo. Dentre elas, é possível citar o aumento da produção em massa de bens não renováveis, seguindo o estilo fordista de produção, e o aumento do descarte de bens não renováveis. Incontestavelmente, esses dois pontos são grandes problemáticas da sociedade brasileira contemporânea. A grande produção de bens não renováveis gera um grande aumento no descarte dos mesmos, já que cada vez mais, novas edições e atualizações desses produtos são lançadas, o que gera um grande acumulo de lixo e um grande consumismo na sociedade.

Mormente, faz-se necessário compreender o estilo de consumo atual, que gera um grande consumismo social. Como citou Karl Marx, “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.” Com o mesmo pensamento que Zygmunt Bauman, a cerca da sociedade líquida, é compreensível estabelecer que a sociedade do consumo se firmou através dos séculos para preencher as necessidades pessoais de cada ser. O consumismo se aflora quando existe uma sociedade fria e alienada, que necessita “estar na moda” para se sentir bem. Cada vez mais as pessoas seguem o efeito de manada, proposto por Friedrich Nietzsche, onde são manipuladas por grandes marcas e nomes, e tendem a realizar as mesmas ações, seja comprando algo para se enquadrar em um padrão fictício, seja para divulgar uma marca ou produto que influenciou sua vida.

Em segundo plano, é necessário entender o efeito gerado por todo o lixo descartado por essa sociedade consumista, que compra cada vez mais produtos e dispensa os que não se enquadram mais nos padrões estabelecidos. Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), revelou que existem poucos aterros sanitários que conseguem realizar a separação do gás metano dos aglomerados de lixo, principal gás liberado na decomposição de matéria orgânica, o que contribui com o aumento anômalo do efeito estufa, que é prejudicial ao meio ambiente. Indubitavelmente, essa sociedade consumista está destruindo os recursos não renováveis do planeta Terra, e aos poucos matando todos os seres que nele existem.

Diante do exposto, fica claro que o lixo e a sociedade de consumo no Brasil é um problema que precisa ser remediado. Como citou Sócrates, para que haja mudança é preciso focar toda a energia em construir o novo. Para que isso ocorra, o Governo Federal, juntamente com as mídias televisivas, como a Globo e o SBT, deve criar campanhas, por meio de conteúdo audiovisual, visando conscientizar as pessoas a praticarem um consumo mais ecológico, que seja menos prejudicial ao planeta e aos próprios seres humanos, a fim de mitigar essa situação. O ser humano é o único responsável por suas ações.