O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 01/09/2020
A Grande Depressão de 1929, uma grave crise econômica mundial, fomentou a obsolescência programada, que consiste no planejamento da inutilidade dos produtos, por conseguinte, o maior consumo. Nesse contexto, observa-se ainda esse fenômeno e está relacionado ao lixo e a sociedade de consumo no Brasil, a qual ocorre devido à propaganda e acarreta sérios problemas ambientais.
A princípio, o excesso de anúncios que atua no “modus operandi” capitalista gera consumismo e, posteriormente, muito lixo. Nesse sentido, segundo Guy Debord, em seu livro “A sociedade do Espetáculo”, há dominação social pela imagem, de modo a influenciá-la por intermédio dos meios audiovisuais. Logo, as persistentes propagandas midiáticas de vários setores, como a internet, tende a proporcionar às compras desnecessárias de itens pela população.
Ademais, outro fator relevante ao tema são as consequências provocadas pelo lixo exagerado, a citar o chorume, líquido que advém da degradação da matéria orgânica. Desse modo, tal substância contamina o solo e os lençóis freáticos, o que afeta a saúde de animais e plantas. Dessa forma, é perceptível um cenário caótico e ilegal, visto que a Constituição Federal estabelece o meio ambiente ecologicamente equilibrado como um direito de todos, imposto ao Poder Público e à coletividade a responsabilidade de preservá-lo.
Portanto, diante do exposto, urge que o Ministério da Educação realize campanhas de conscientização, por meio de palestras nas escolas. Em suma, tal ação deve orientar os alunos sobre os males do consumismo exacerbado e seu danos aos ecossistemas nacionais, a fim de favorecer a formação de adultos lúcidos a respeito desse assunto. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com as prefeituras, tem a incumbência de criar mais postos de coleta seletiva. Assim, objetiva-se facilitar o descarte adequado de lixo e mitigar essa problemática.