O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 05/09/2020

Na animação norte americana “wall-e”, a humanidade, após entulhar a terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, teve que deixar  o planeta e viver em uma gigantesca nave, enquanto robôs o limpavam. Fora das telas, nota-se que a realidade tem se aproximado da descrita no filme, uma vez que a produção de lixo tem crescido exponencialmente, sobretudo no Brasil. Nesse sentido, deve-se observar como o consumo desenfreado e a ausência de consciência ambiental contribuem para o impasse e como resolvê-lo.

É preciso analisar, antes de tudo, como o consumismo agrava o problema em questão. No século XV surgiu o sistema econômico e social denominado capitalismo, cujo objetivo principal é o lucro máximo e o acúmulo de capital. A partir disso, o homem começou a usufruir de forma crescente os recursos naturais, desenvolvendo produtos cada vez menos duráveis e mais específicos, estimulando o consumo e o descarte de resíduos em larga escala. Consequentemente, a produção de lixo aumentou de modo considerável, principalmente no Brasil. Prova disso, são dados do fundo mundial para a natureza (WWF) que mostram que o Brasil é o quarto país no mundo que mais produz lixo.

Além disso, é perceptível a fala de consciência ecológica dos cidadãos brasileiros. Isso porque, nas escolas, não há disciplinas relacionadas a preservação ambiental, ao ensino do descarte correto de lixo e as consequências negativas que o consumo excessivo pode causar para a humanidade em geral. Nesse sentido, conceitos que deveriam ser instituídos desde a educação infantil, como os 5 R’s ( repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar), são desconhecidos pela grande maioria da população.

Fica claro, portanto, a urgência em resolver a problemática. Primeiramente, é preciso que o Governo Federal, em parceria com a Mídia,divulgue, por meio de comerciais e ficções engajadas, a importância do consumo consciente e estimule a população a rever seus hábitos de compras, a fim de reduzi-los. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com ONGs como a Terracycle, estimule estudantes, por meio de palestras e debates a reduzir a produção de lixo e a reciclá-lo,e também ensine conceitos importantes acerca da preservação ambiental. Só assim, o problema poderá ser resolvido.